Reflexão meditabunda


As férias são, para além do merecido descanso, um frutuoso momento de reflexão. Um gajo deita contas à vida, pensa no que já passou, no que ainda há para fazer, e, naquela finíssima fatia de tempo a que chamamos presente (que, porém, mais não são do que migalhas do passado), vê-se enleado em dúvidas metafísicas que são a verdadeira razão do sofrimento e desconforto das nossas vidas.
Essas angústias relembram-me também a missão deste blog. Reflectir e entender a condição humana. Que nos seus recantos mais misteriosos e mesmo mais pérfidos se personifica na condição feminina.
Não quero que as nossas queridas leitoras, as que assumidamente gostam de nós, como as muito carinhosas Samantha, Carrie e Charlotte, e as que também gostam mas, por notória imaturidade, ora amam ora odeiam, se sintam melindradas com o tema em si. A verdadeira ascensão de espírito dá-se quando se consegue discutir o Eu, o Ich na sua forma filosófica da tradição germânica, sem necessariamente pessoalizar ou ilustrar a dissertação com experiências pessoais já vividas.
O mote da nossa reflexão é então o seguinte:
Será inerente à condição feminina o desejo sôfrego de abocanhar o nabo do parceiro amoroso?
E já agora, uma boca que faça o felattio amiúde pode considerar-se um orgão sexual? Nesse caso, a exposição pública desse orgão sexual não é um atentado ao pudor? Será por isso que alguns lábios de gajas me dão uma tusa galáctica? Será por isso também que os taliban insistem que as mulheres vistam a burca quando vão às compras?
(Cada um irá, a começar por mim, deixar o seu comentário na devida caixinha. Obrigado pela contribuição!)