
Gosto de chocolate, curto sentir a boca adoçada e os sentidos inebriados pelo seu doce paladar.
Por isso é que tenho sempre a pele feita num oito, mas não me importo muito com isso.
Aprecio chocolate de toda a espécie, branco, negro, de leite, com avelãs, com amêndoa, em barra, mas uma das variantes que me dá muito gozo é uma caneca cheia de chocolate quente e fumegante.
Podem-me dizer que é uma bebida de gasosas, que não é de macho, mas olhem que faz crescer pêlos no peito!
Tenho uma frondosa melena na peitaça à conta disso.
Pareço o Cantinflas ou o Tony Ramos, acreditem.
O problema é que existe uma ignorância alarmante no que toca à fina arte do chocolate quente.
Paneleiros são aqueles que servem aquela merda morninha e aguada à qual chamam hot-chocolate.
Hot não é morno ou moderadamente quente, é estupidamente quente, a escaldar a língua e o céu da boca.
É também uma forma de travar aquela gula alarve que caracteriza labregos como eu.
Saborear um quente e espesso chocolate quente exige calma e descontracção.
É um acto de requinte, que tem de ser feito sem pressas.
Então e quando me aparecem com leite da ucal aquecido?!
Qual é a dificuldade em perceber as regras básicas de um hot-choc em condições, foda-se?
Além do obviamente quente, tem de ser espesso, mas não não muito pastoso, espesso q.b.
Ora o leite da ucal não preenche os requisitos, não serve, não tem requinte, é muito aguado e é bebida de putos ou de maricas.
Eles sabem lá!
Estamos entregues a um país de pinguços, é o que é.